Warsh, do Fed, avalia reduzir a frequência das reuniões de definição dos juros
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, está considerando reduzir o número de reuniões ordinárias em que o banco central define as taxas de juros. Segundo o The New York Times, o novo calendário de reuniões poderá ser aprovado até meados de setembro, embora as mudanças só entrem em vigor posteriormente. A medida representaria a mudança operacional mais significativa no banco central dos Estados Unidos em décadas, já que a regra de realizar oito reuniões por ano permanece inalterada desde 1981.
A iniciativa está alinhada à estratégia mais ampla de Warsh de reformular a forma como o Fed se comunica com o mercado. Anteriormente, ele já reduziu a quantidade de informações e orientações divulgadas após as reuniões, incentivando os investidores a concentrar sua atenção nos dados econômicos, em vez das projeções do banco central. Durante as audiências no Congresso que antecederam sua nomeação, Warsh afirmou que realizar apenas quatro reuniões por ano — o mínimo estabelecido por lei desde 1935 — seria "insuficiente".
A discussão dessa reforma ocorre em meio a um cenário de elevada incerteza econômica. Na última reunião do Fed, o comitê decidiu manter a taxa básica de juros inalterada na faixa de 3,5% a 3,75% ao ano (com três votos dissidentes), apesar dos apelos do presidente Donald Trump por uma redução. Ao mesmo tempo, o crescimento da economia dos Estados Unidos desacelerou para 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior no segundo trimestre, ante 2,1% no primeiro trimestre, enquanto a persistente volatilidade dos preços da energia continua limitando o espaço para um afrouxamento da política monetária.