Donald Trump exige cortes imediatos nas taxas de juros do novo presidente do Fed
Em 21 de abril de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que ficaria decepcionado caso Kevin Warsh não inicie cortes imediatos nas taxas de juros ao assumir a presidência do Federal Reserve. Trump também pediu uma revisão dos gastos com a construção de um novo prédio do Fed, em meio a uma investigação criminal em andamento que envolve o atual presidente da instituição, Jerome Powell.
Em entrevista à CNBC, Trump manifestou expectativa de uma mudança significativa na política monetária logo após a confirmação da nomeação de Warsh pelo Senado. Powell, por sua vez, está sob investigação relacionada a depoimentos sobre reformas nas instalações do banco central — caso que ele classifica como uma pressão política sem precedentes. Apesar das pressões da Casa Branca, o Fed não reduziu os juros em 2026, mantendo uma postura restritiva (hawkish) mesmo diante de críticas frequentes da administração.
As ações militares no Irã complicaram a atuação do Federal Reserve ao provocar uma forte alta nos preços da energia e reforçar as expectativas inflacionárias. Autoridades do banco central afirmam que o prolongamento do conflito representa riscos ao bem-estar das famílias e impõe uma difícil escolha entre conter a inflação e sustentar o crescimento econômico. A maioria dos membros do Fed tende a manter os juros elevados até que o mercado de petróleo se estabilize e a volatilidade diminua. Já a administração avalia que o adiamento do afrouxamento monetário pode prejudicar a demanda interna e o investimento no longo prazo.
O setor bancário dos EUA tem defendido cautela na redução dos custos de crédito até que a crise geopolítica seja resolvida. O CEO do Wells Fargo, Charlie Scharf, classificou como um erro um eventual corte de juros antes do fim do conflito no Irã. Segundo ele, “enquanto não estiver claro que o fim está próximo, há um risco real”, refletindo uma visão predominante no mercado em favor de uma postura mais cautelosa. Grandes instituições financeiras temem que decisões precipitadas do regulador sob pressão política possam desencadear uma nova aceleração da inflação e gerar instabilidade nos mercados.